Promotor
Associação Zé dos Bois
Breve Introdução
Kimi Djabaté
Kimi Djabaté cresceu em Tabato, na Guiné-Bissau, uma aldeia conhecida pelos seus griots, cantores-poetas hereditários cujas canções de louvor e contos históricos e lendas desempenham um papel essencial na vida musical africana.
Os seus pais deram-lhe o seu primeiro balafón quando tinha três anos. A sua introdução precoce a uma variedade de instrumentos tradicionais lançou as bases para o seu posterior domínio da guitarra e habilidade com uma variedade de instrumentos de percussão. Os talentos de Djabaté revelaram-se tanto uma dádiva como um fardo, uma vez que a sua família muitas vezes o obrigava a cantar e dançar contra a sua vontade, deixando-lhe pouco tempo para participar nas brincadeiras e diversões despreocupadas das outras crianças da sua idade.
Em 1994, com apenas 19 anos, Djabaté tomou a decisão difícil de não regressar a África e, em vez disso, estabeleceu-se em Lisboa, Portugal, onde forjou ligações na cena musical local e desenvolveu ainda mais o seu som único e pessoal. Ao longo dos seus anos na Europa, Djabaté colaborou com muitos outros músicos excecionais, incluindo Mory Kanté, Waldemar Bastos e Netos de Gumbé, entre outros. Recentemente, Djabaté trabalhou com a estrela pop Madonna e foi um dos cantores em destaque na sua canção “Ciao Bella”.
Os pais e tios de Djabaté proporcionaram ao jovem fenómeno uma excelente formação em música tradicional mandinga, mas Djabaté também se interessava por géneros africanos populares, como o estilo de música de dança local gumbé, o afrobeat nigeriano e a morna cabo-verdiana, sem mencionar o jazz e o blues ocidentais.
Em 2005, Djabaté lançou de forma independente o seu primeiro álbum a solo, Teriké, seguido por Karam em 2009, que foi lançado pela Cumbancha e recebeu elogios retumbantes. O seu terceiro álbum, Kanamalu, foi lançado em 2016. Os álbuns de Djabaté prestam homenagem à sua herança griot e ao espírito de África, lançando as bases para a sua mais recente obra-prima musical, Dindin, lançada pela Cumbancha em 2023.
Os temas centrais da música de Djabaté são as alegrias e os desafios da vida em África, desde a liberdade e a pobreza até aos direitos das mulheres e das crianças e as muitas formas de amor. Sempre otimista quanto ao poder da música e à sua mensagem de criar um futuro melhor para os africanos, as canções mágicas de Djabaté continuam a ser inspiradoras e cheias de esperança, mesmo quando refletem as lutas e os desafios contemporâneos. Expressão das suas raízes griot, Djabaté presta homenagem ao povo, à alma e ao espírito de África, que estão no centro da sua música.
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Maria da Rocha
Violinista e multi-instrumentista com formação clássica e um particular interesse por linguagens de expressão contemporânea. Estudou em Lisboa (ESML/NOVA), Aveiro (UA), Berlim (UDK) e Belfast (SARC).
Como intérprete, integrou a Orquestra Gulbenkian em digressão pelo Brasil com o maestro Lawrence Foster e o violoncelista António Meneses. Em ensemble, realizou tour nacional com Benjamin Clementine e também com Sam the Kid+Orelha Negra em Coliseus e Festivais Nacionais.
Membro fundador do ainda ativo quarteto de cordas Hotel, criado para a digressão “Her” de Rita Redshoes pela Rede Nacional de Teatros. Integrou diversas formações de música improvisada, tais como o decateto “Abyss Mirrors” de Luís Lopes, o duo com Maria W Horn ou trio com Norberto Lobo e Helena Espvall (Jazz em Agosto).
Como performer, integrou a tour de teatro internacional da “Carta” de Mónica Calle e colaborou com José Fonseca e Costa no seu último filme, Axilas, no papel de Maria Pia, mostrado na rede de cinemas e televisão.
No âmbito da música contemporânea tocou em diversos festivais internacionais tais como Münchener Biennale für Experimentelles Musiktheater no Gasteig, Outono de Varsóvia e Darmstädter Ferienkurse für Neue Musik.
Como autora, redigiu três teses de Mestrado e uma de Doutoramento dedicada à criação musical para violino e eletrónica.
Produziu dois álbuns a solo, “Beetroot&Other Stories” e “Nolastingname”, nos quais se pode escutar o som dos míticos sintetizadores modulares Buchla 200 gravados no EMS em Estocolmo, numa fusão com o som do violino construído pelo Luthier Fernando Lima.
A sua música foi selecionada para diversos documentários, curtas, coreografias e peças de teatro com exibição em festivais tais como Monstra e DocLisboa.
Mystery Sonatas é o seu terceiro trabalho autoral, que reúne influências da música homónima do compositor barroco Heinrich Biber, assim como elementos do êxodo e diáspora humana que “Os Protegidos” de Elfriede Jelinek retrata, peça para a qual compôs banda sonora original.
Abertura de Portas
21:00
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